Síndrome da Pedrada

Uma lesão muito frequente no esporte

A ruptura súbita do ventre muscular do Gastrocnêmio (músculo da panturrilha), durante atividade física, é conhecida como Síndrome da Pedrada.

Anatomia da loja posterior da perna

O termo foi utilizado pela primeira vez em 1883, por Powell, no periódico Lancet, para descrever a lesão de um jogador inglês de Críquete.

No momento da lesão, o paciente tem a nítida impressão de que foi vítima de uma pedrada na panturrilha. Alguns descrevem inclusive, que procuraram a pedra e o autor do suposto disparo.

Além da sensação da pedrada, o quadro clínico consiste em dor muito intensa com imediato déficit funcional no membro acometido. Logo após a lesão, a panturrilha já se apresenta edemaciada e, em muitos casos, pode-se observar a formação de equimose (mancha roxa) local.

Os esportes que envolvem arrancadas bruscas como futebol e tênis, estão mais relacionados com a síndrome. Porém, algumas vezes a lesão se instaura fora do ambiente desportivo. Quando o paciente inicia uma corrida para pegar um ônibus, por exemplo.

O diagnóstico é clínico e a confirmação, bem como a mensuração da gravidade, podem ser feitos com o auxílio de ressonância nuclear magnética (RNM) ou ultrassonografia (US).

O tratamento é iminentemente conservador, envolvendo repouso, medicação e fisioterapia.

Apesar de não se tratar de uma patologia cirúrgica, o paciente não deve postergar ou negligenciar o tratamento. Pois complicações como Miosite Ossificante, lesão muscular crônica e fibrose local, ocorrem com mais frequência nos casos não tratados adequadamente.

Após 6 a 8 semanas de tratamento, o paciente já se encontra apto ao retorno gradual as atividades físicas.

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Créditos:
Dr. Daniel Rosa – Ortopedia e Cirurgia do Joelho – RJ
Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia do Joelho (SBCJ)
Membro Ativo da Sociedade Internacional de Cirurgia do Joelho (ISAKOS)
Membro Titular da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT)
Referência em cirurgia ortopédica na Rede D’Or São Luiz

Site Dr. Daniel Rosa

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