Fratura por estresse

É uma fratura de verdade?

A pergunta mais comum relacionada à fratura por estresse é: “ela é uma fratura de verdade”?

A resposta não é sim, nem não. As causas, mecanismos de trauma, sintomas e tratamento da fratura por estresse são completamente diferentes das fraturas aonde existe real deslocamento entre os fragmentos. Porém, ao nível microscópico, pode-se constatar microfissuras na região acometida.

O termo “fratura da marcha” foi utilizado pela primeira vez por Breithaupt em 1855, ao descrever lesões ósseas por estresse em soldados prussianos.

Atualmente, utiliza-se o termo “fratura por estresse” para qualquer região aonde haja sobrecarga óssea, geralmente causada por esforço repetitivo. Esse aumento de carga faz com que a região medular (interior) do osso reaja, causando um edema. Um outro termo comumente empregado que descreve o mesmo processo é “lesão por insuficiência”.

Os ossos mais acometidos são a tíbia, seguida pelos ossos do pé e fíbula.

Os sintomas são:

  • Dor
  • Edema local
  • Déficit funcional
Fratura por Estresse

O diagnóstico clínico é difícil. Geralmente as radiografias são inocentes e deve-se lançar mão da ressonância magnética para o correto diagnóstico.

Uma vez diagnosticada, o tratamento varia com a gravidade e com o osso acometido. Na maioria das vezes, a simples retirada da sobrecarga por aproximadamente 8 semanas já é suficiente para a completa remissão do quadro. Quando o paciente se encontra muito sintomático, o uso de anti-inflamatórios está indicado para o controle da dor. Cirurgia é utilizada em casos raros.

Créditos:

Dr. Daniel Rosa
Ortopedista e Cirurgião de Joelho RJ

Site Dr. Daniel Rosa

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